A peça mais popular e democrática da história da moda, disponível em butiques e supermercados, teve seus números contabilizados pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), especializado em pesquisas e análises do setor têxtil e de vestuário. Em um levantamento intitulado “Estudo do Mercado Potencial de Jeanswear no Brasil” e divulgado este mês, o Iemi fez um raio X do segmento entre 2008 e 2012. Segundo Marcelo Prado, diretor do instituto, a indústria de jeanswear “cresceu, se destacou e se segmentou em um mundo próprio, com indicadores, distribuição e canais próprios”, daí a necessidade de uma análise particular.

A pesquisa, que demorou dois anos para ser concluída, demonstra que o segmento passa ileso à crise da indústria têxtil no Brasil. Para se ter uma dimensão de sua representatividade, em 2012 foram produzidas 349,8 milhões de peças, apresentando um crescimento de 27% quando comparado a 2008.

Diferentemente da indústria de vestuário em geral, que sofre com as importações, o jeans tem no mercado nacional a sua concorrência. A estrutura de produção é complexa e segmentada, mas as empresas são integradas, eficientes e tem fácil acesso à matéria-prima, pois o Brasil é um dos maiores produtores de denim ou índigo do mundo, posição que divide com China, Turquia e Índia, com capacidade de produção de 3,4 bilhões de metros lineares de tecido por ano, o que significa cerca de 1,5 bilhão de calças. Só o Brasil, em 2012 foi responsável pela produção de 250 mil toneladas com valor estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões, um crescimento de 22% nos últimos cinco anos. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o Brasil é o segundo maior produtor de jeans do mundo e movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no país.

Na fábrica de Álvaro Machado, a 30 quilômetros de São José do Rio Preto, no fim de cada mês a conta fecha em 22 mil peças de jeans. Esse é o volume mensal da confecção Heanlu, uma empresa familiar com 33 anos de mercado, que produz 1,3 milhão de peças de roupas por ano e fatura R$ 60 milhões, mantendo há vários anos um crescimento de 10%. A fabricação de jeanswear da empresa é responsável por 25% de seu faturamento. Machado, que se queixa da competição do setor, concorda com os números do Imei. “Nossa marca é bem conhecida no Brasil, temos tudo, lavanderia, bordado, silk, nove unidades no interior de São Paulo, 26 mil metros de área construída e 24 unidades terceirizadas para linha de alfaiataria e costura.”

O diretor do Imei, que ressalta a eficiência da indústria brasileira, também informa que o setor foi responsável por desenvolver áreas, como a resolução tecnológica das lavanderias para tratamento e lavagem dos jeans, tornando o mercado autônomo e de alta qualidade do início ao fim da produção.

O estudo também mostra que o segmento conta com 6,2 mil empresas produtoras, que representam 22,4% do total das confecções de vestuário em geral. Essas empresas empregam 319,5 mil trabalhadores ou 26,3% do pessoal ocupado na indústria do vestuário. A sua maior concentração ocorre no Sudeste, mas possui, também, forte representação no Sul e Nordeste do País, com destaque para o Paraná, Pernambuco e Ceará.

De 2008 a 2012 a produção cresceu 6% em volume de peças confeccionadas, o que gerou expansão acumulada de 27% no período. “A partir desses dados foi possível concluir que esse crescimento superou a expansão da produção de vestuário em geral no País, que acumulou, no período, expansão acumulada de 4,1% em peças, ou 1% ao ano”, afirma Marcelo Prado.

“Fechamos os primeiros nove meses do ano com uma receita líquida de mais de R$ 2,6 bilhões, um incremento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado e 33,8% em relação a 2011”, contabiliza Felipe Ramalho Rocha, gerente de compras da Riachuelo. Foi na década de 1980 que o Grupo Guararapes, dono da Riachuelo, ativou sua linha jeanswear. Com sede em Recife, o grupo tem seis fábricas e duas delas só para o setor, onde são produzidas 700 mil peças ao mês.

O estudo também apresenta estimativas para a produção de jeanswear em 2013, que apresentaria um crescimento de 3,5%, enquanto que para o vestuário em geral seria de queda de 0,8%. “A competência e competitividade de nossa indústria, aliado ao estreitamento das relações com o varejo de moda é a razão desse crescimento. No nosso modelo de negócio, com indústria e varejo trabalhando de forma integrada, conseguimos responder com velocidade às oscilações do mercado. Além disso, a indústria de tecidos jeans no Brasil até o momento tem demonstrado ser bastante competitiva no preço e no produto, tanto que o Brasil é exportador dessa linha, caminho inverso do restante do setor têxtil brasileiro”, diz Felipe Rocha, confirmando os dados do Iemi.

No balanço geral, a participação desse produto de vestuário terá subido de 4,7% das peças confeccionadas para 6%. No próximo ano, as expectativas são de que este produto continue a elevar sua participação dentro da produção da indústria nacional.
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