{"id":3106,"date":"2014-02-24T19:17:04","date_gmt":"2014-02-24T19:17:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fremplast.com.br.br\/blog\/?p=3106"},"modified":"2019-05-22T21:17:57","modified_gmt":"2019-05-22T21:17:57","slug":"historia-da-moda-biquini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fremplast.com.br\/new-site\/historia-da-moda-biquini\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da moda: biquini"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/images.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3107\" alt=\"images\" src=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/images.jpeg\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser o pa\u00eds que mais fabrica e consome esse tipo de roupa, o Brasil avan\u00e7ou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos. O biqu\u00edni brasileiro \u00e9 conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo mais ousado, por sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos modelos, que o diferencia dos outros fabricados em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Apesar de toda essa voca\u00e7\u00e3o natural em rela\u00e7\u00e3o aos trajes de banho, o biqu\u00edni n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o nacional. Ele foi inventado pelo estilista franc\u00eas Louis R\u00e9ard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pac\u00edfico, onde os americanos haviam realizado uma s\u00e9rie de testes at\u00f4micos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a toa que a famosa editora de moda Diana Vreeland (1903-1989) disse uma vez que o biqu\u00edni &#8220;\u00e9 a inven\u00e7\u00e3o mais importante deste s\u00e9culo (20), depois da bomba at\u00f4mica&#8221;. O lan\u00e7amento do primeiro biqu\u00edni foi em 26 de junho de 1946 e causou o efeito de uma verdadeira bomba.<\/p>\n<p>Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, descrito por um jornal da \u00e9poca como &#8220;quatro tri\u00e2ngulos de nada&#8221;, o biqu\u00edni n\u00e3o emplacou logo de cara. O primeiro modelo, todo em algod\u00e3o com estamparia imitando a p\u00e1gina de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado at\u00e9 demais. Entretanto, para os padr\u00f5es da \u00e9poca, um verdadeiro esc\u00e2ndalo.<br \/>\nTanto, que nenhuma modelo quis participar da divulga\u00e7\u00e3o do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biqu\u00edni, l\u00e1 est\u00e1 a corajosa stripper Micheline Bernardini, a \u00fanica a encarar o desafio.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biqu\u00edni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme &#8220;E Deus Criou a Mulher&#8221;, ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos.<\/p>\n<p>No Brasil, o biqu\u00edni come\u00e7ou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro, pelas vedetes, como Carmem Ver\u00f4nica e Norma Tamar, que juntavam multid\u00f5es nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir \u00e0 sensualidade do mais brasileiro dos trajes. A partir da\u00ed, a hist\u00f3ria do biqu\u00edni viria se tornar parte da hist\u00f3ria das praias cariocas, verdadeiras passarelas de lan\u00e7amentos da moda praia nacional.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 60, a imagem sensual da atriz Ursula Andress dentro de um poderoso biqu\u00edni, em cena do filme &#8220;007 contra o Sat\u00e2nico Dr. No&#8221; (1962) entrou para a hist\u00f3ria da pe\u00e7a. Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior. No Brasil, essa moda n\u00e3o fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa, mas mesmo assim o ent\u00e3o prefeito de S\u00e3o Paulo, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas p\u00fablicas.<br \/>\nUm modelo muito usado nos anos 60 era o chamado &#8220;engana-mam\u00e3e&#8221;, que de frente parecia um mai\u00f4, com uma esp\u00e9cie de tira no meio ligando as duas partes, e, por tr\u00e1s, um perfeito biqu\u00edni.<\/p>\n<p>Mas foi no in\u00edcio dos 70, que um novo modelo de biqu\u00edni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cen\u00e1rio e conquistar o mundo &#8211; a famosa tanga. Nessa \u00e9poca, a ent\u00e3o modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas.<\/p>\n<p>Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, al\u00e9m do suti\u00e3 cortininha. E quando o biqu\u00edni j\u00e1 n\u00e3o podia ser menor, surgiu o imbat\u00edvel fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem d\u00favida a ent\u00e3o modelo Monique Evans, sempre com min\u00fasculos biqu\u00ednis e tamb\u00e9m adepta do topless.<\/p>\n<p>Nos anos 90, a moda praia se tornou cult e passou a ocupar um espa\u00e7o ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acess\u00f3rios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a sa\u00edda de praia, as sacolas coloridas, os chinelos, \u00f3culos, chap\u00e9us, cangas e toalhas. Os modelos se multiplicaram e a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.<\/p>\n<p>Toda essa intimidade brasileira com a praia, explicada pelo clima do pa\u00eds (em alguns Estados brasileiros \u00e9 ver\u00e3o durante a maior parte do ano) e pela extens\u00e3o do litoral que tem mais de 7 mil km de praias, podem explicar o motivo pelo qual o Brasil \u00e9 o pa\u00eds lan\u00e7ador mundial de tend\u00eancias desse segmento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Al\u00e9m de ser o pa\u00eds que mais fabrica e consome esse tipo de roupa, o Brasil avan\u00e7ou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos. 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