{"id":2639,"date":"2013-09-13T18:24:17","date_gmt":"2013-09-13T18:24:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fremplast.com.br.br\/blog\/?p=2639"},"modified":"2019-05-22T21:17:49","modified_gmt":"2019-05-22T21:17:49","slug":"serigrafia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fremplast.com.br\/new-site\/serigrafia\/","title":{"rendered":"Serigrafia"},"content":{"rendered":"<p>Serigrafia\u00a0ou\u00a0silk-screen\u00a0\u00e9 um processo de\u00a0impress\u00e3o\u00a0no qual a tinta \u00e9 vazada \u2013 pela press\u00e3o de um rodo ou puxador \u2013 atrav\u00e9s de uma\u00a0tela\u00a0preparada. A tela (Matriz serigr\u00e1fica), normalmente de\u00a0poli\u00e9ster\u00a0ou\u00a0nylon, \u00e9 esticada em um bastidor (quadro) de madeira, alum\u00ednio ou a\u00e7o. \u00a0A &#8220;grava\u00e7\u00e3o&#8221; da tela se d\u00e1 pelo processo de fotosensibilidade, onde a matriz preparada com uma emuls\u00e3o fotosens\u00edvel \u00e9 colocada sobre um\u00a0fotolito, sendo este conjunto matriz+fotolito colocados por sua vez sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficar\u00e3o vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passar\u00e1 pelo fotolito atingindo a emuls\u00e3o) s\u00e3o impermeabilizados pelo endurecimento da emuls\u00e3o fotosens\u00edvel que foi exposta a luz.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/2013\/09\/serigrafia\/serigrafia-fremplast-1\/\" rel=\"attachment wp-att-2640\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2640\" title=\"serigrafia fremplast 1\" src=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/serigrafia-fremplast-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 utilizada na impress\u00e3o em variados tipos de materiais (papel, pl\u00e1stico, borracha, madeira, vidro,\u00a0tecido, etc.), superf\u00edcies (cil\u00edndrica, esf\u00e9rica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Pode ser feita de forma mec\u00e2nica (por pessoas) ou autom\u00e1tica (por m\u00e1quinas).<\/p>\n<p>A serigrafia caracteriza-se como um dos processos da gravura, determinado de gravura planogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A palavra planogr\u00e1fica, pretende enfatizar que n\u00e3o h\u00e1 realiza\u00e7\u00e3o de sulcos e cortes com retirada de mat\u00e9ria da matriz. O processo se d\u00e1 no plano, ou seja na superf\u00edcie da tela serigr\u00e1fica, que \u00e9 sensibilizada por processos foto-sensibilizantes e qu\u00edmicos. O princ\u00edpio b\u00e1sico da serigrafia \u00e9 relacionado freq\u00fcentemente ao mesmo princ\u00edpio do est\u00eancil, uma esp\u00e9cie de m\u00e1scara que veda \u00e1reas onde a tinta n\u00e3o deve atingir o substrato (suporte).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/2013\/09\/serigrafia\/serigrafia-fremplast-2\/\" rel=\"attachment wp-att-2641\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2641\" title=\"serigrafia fremplast 2\" src=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/serigrafia-fremplast-2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p>O termo serigrafia (serigraph, em ingl\u00eas) \u00e9 creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, cr\u00edtico, editor e nos anos 1940, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, prop\u00f4s a palavra serigraph (em ingl\u00eas), do grego\u00a0<em>sericos<\/em>\u00a0(seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de cria\u00e7\u00e3o realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.<\/p>\n<p>Velonis tamb\u00e9m escreveu um livro em 1939, intitulado\u00a0<em>Silk Screen Technique<\/em>\u00a0(New York: Creative Crafts Press, 1939) que foi usado como &#8220;how-to&#8221; manual de outras divis\u00f5es de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas da FAP sobre a t\u00e9cnica da serigrafia.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o est\u00eancil (pl. est\u00eanceis, em ingl\u00eas\u00a0<em>stencil<\/em>) para a aplica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es (modelos, espa\u00e7os seq\u00fcenciais) em tecidos, m\u00f3veis e paredes.<\/p>\n<p>Na\u00a0China\u00a0os recortes em papel (cut-papers) n\u00e3o eram s\u00f3 usados como uma forma independente de artefato, mas tamb\u00e9m como m\u00e1scaras para estampa, principalmente em tecidos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/2013\/09\/serigrafia\/serigrafia-fremplast-3\/\" rel=\"attachment wp-att-2642\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2642\" title=\"serigrafia fremplast 3\" src=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/serigrafia-fremplast-3.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"508\" \/><\/a><\/p>\n<p>No\u00a0Jap\u00e3o\u00a0o processo com est\u00eancil alcan\u00e7ou grande notabilidade no per\u00edodo Kamamura quando as armaduras dos\u00a0samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os s\u00e9culos\u00a0XVII\u00a0e\u00a0XVIII\u00a0ainda se usava esse tipo de impress\u00e3o na estamparia de tecidos. Aos japoneses \u00e9 atribu\u00edda a solu\u00e7\u00e3o das \u201cpontes\u201d das m\u00e1scaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra.<\/p>\n<p>No Ocidente registra-se no s\u00e9culo passado, em\u00a0Lyon,\u00a0Fran\u00e7a, o processo (de m\u00e1scaras, recortes) sendo usado em ind\u00fastrias t\u00eaxteis (impress\u00e3o a\u00a0<em>la lyonnaise<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>pochoir<\/em>) onde a imagem era impressa atrav\u00e9s dos vazados, a pincel. No in\u00edcio do s\u00e9culo registravam-se as primeiras patentes:\u00a01907\u00a0na\u00a0Inglaterra\u00a0e\u00a01915\u00a0nos\u00a0Estados Unidos, e o n\u00fameros de impressos comerciais cresceu muito. Na Am\u00e9rica, os m\u00f3veis, paredes e outras superf\u00edcies eram decorados dessa maneira.<\/p>\n<p>Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execu\u00e7\u00e3o de gravuras, ou de trabalhos gr\u00e1ficos. The\u00f3phile Steinlein, um artista su\u00ed\u00e7o que vivia em\u00a0Paris\u00a0no in\u00edcio do s\u00e9culo (morreu em 1923) \u00e9 um dos poucos exemplos do uso da t\u00e9cnica. Neste per\u00edodo da grande depress\u00e3o de 30, nos EUA os esfor\u00e7os do WPA &#8211; Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabe\u00e7ados por Anthony Velonis a experimentar a t\u00e9cnica com prop\u00f3sitos art\u00edsticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das raz\u00f5es que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mec\u00e2nico, cujas qualidades gr\u00e1ficas se limitavam \u00e0s impress\u00f5es comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esfor\u00e7o inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os\u00a0<em>action painters<\/em>, como Jackson Pollock.<\/p>\n<p>At\u00e9 Marcel Duchamp, que n\u00e3o era exatamente um artista-gravador, nos deixou um auto-retrato de 1959, uma serigrafia colorida que est\u00e1 no MoMa (Museum of Modern Art,\u00a0Nova York).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/2013\/09\/serigrafia\/serigrafia-fremplast-4\/\" rel=\"attachment wp-att-2643\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2643\" title=\"serigrafia fremplast\" src=\"http:\/\/www.fremplast.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/serigrafia-fremplast.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"530\" \/><\/a><\/p>\n<p>No fim da segunda guerra mundial, quando os avi\u00f5es americanos aterrizaram em\u00a0Col\u00f3nia\u00a0(Alemanha), com suas fuselagens decoradas com emblemas e\u00a0<em>comics<\/em>\u00a0em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>As barreiras e defini\u00e7\u00f5es estabelecidas que tratavam a serigrafia como \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica menor\u201d s\u00f3 foram eliminadas no fim dos anos 1950, in\u00edcio dos 1960. O grande respons\u00e1vel por isso foi o processo fotogr\u00e1fico utilizado atrav\u00e9s da serigrafia e novos conceitos e movimentos art\u00edsticos, al\u00e9m do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico.\u00a0\u00a0Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impress\u00f5es. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos b\u00e1sicos da t\u00e9cnica: (1) sua extrema adaptabilidade que permite a aplica\u00e7\u00e3o sobre qualquer superf\u00edcie inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tend\u00eancias art\u00edsticas (2) e suas especificidades gr\u00e1ficas pr\u00f3prias, ou seja caracter\u00edsticas gr\u00e1ficas que apenas a serigrafia pode proporcionar.<\/p>\n<p>Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contempor\u00e2neo do processo em aplica\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Novos conceitos foram associados \u00e0s id\u00e9ias tradicionais e o estigma \u201ccomercial\u201d da serigrafia tornou-se uma quest\u00e3o ultrapassada.<\/p>\n<p>Fonte: wikipedia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Serigrafia\u00a0ou\u00a0silk-screen\u00a0\u00e9 um processo de\u00a0impress\u00e3o\u00a0no qual a tinta \u00e9 vazada \u2013 pela press\u00e3o de um rodo ou puxador \u2013 atrav\u00e9s de uma\u00a0tela\u00a0preparada. 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