textill - Industriais do Vestuário e Têxtil traçam plano de ação para fortalecer a competitividade do setor

As indústrias do setor do Vestuário e Têxtil do Paraná deverão ter, em breve, um instituto exclusivo, voltado a seu desenvolvimento, com ações que aumentem a competitividade frente a concorrentes nacionais e de outros países. A decisão foi tomada como uma das prioridades para 2014 pelo Conselho Setorial da Indústria do Vestuário e Têxtil da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Os presidentes dos sindicatos que integram o conselho também definiram outras estratégias para fortalecer o segmento, com datas definidas para o início de cada etapa e um responsável para cada ação.

A expectativa dos defensores da criação do instituto é que a iniciativa mobilize em seu entorno escolas de moda, fornecedores, governo do Estado, representantes do legislativo, Sistema Fiep, Sebrae e universidades. Em longo prazo, a expectativa é de que a entidade seja um polo atrativo de outras empresas ligadas ao setor e ponto inicial de um distrito industrial vocacional, com benefícios fiscais. “Da forma como a ação está desenhada, sabemos que precisaremos de 10, 15 anos. Mas é necessário dar início a estas ações já”, pontuou Marcelo Surek, coordenador do Conselho Setorial da Indústria do Vestuário e Têxtil.

Os integrantes do Conselho também definiram outras 5 ações que deverão ser colocadas em prática a partir de 2014, relacionadas à representatividade, financiamentos e qualificação profissional. O grupo quer reforçar a comunicação e o marketing do setor, reivindicar linhas de fomento diferenciadas que atendam às especificidades de sua cadeia produtiva e conseguir mais força política. “Este é o melhor momento para conseguirmos apoio para o fortalecimento da indústria do Vestuário. É ano eleitoral e nossos parlamentares estão buscando setores e causas para defender”, lembrou Nelson Furman, presidente do Sinditextil – PR.

A qualificação e valorização de mão de obra estão entre as principais preocupações dos industriais do Vestuário. O conselho também definiu um grupo de trabalho voltado ao tema. Ciclos de palestras, parcerias com escolas de moda e legalização de estrangeiros que queiram trabalhar no setor estão entre as principais ações deste grupo.

O Paraná é o quinto maior produtor do setor do vestuário do Brasil, em volume. Maringá é o segundo maior polo de confecções do Brasil. No estado, 90% das empresas do setor são pequenas ou micro. Cerca de 80% das peças são confeccionadas pelas próprias empresas, com apenas 20% de terceirização.

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